DOR
A dor no mundo é inevitável.
Faz parte do triste contexto
De estar vivo e a pretexto
De viver eu me torno suportável.
Escravo das minhas frívolas vontades
Vou buscando a paz que só os mortos,
Despidos de antigas veleidades
Repousam em silêncio absortos.
Resta o agora e este momento breve
Que se esvai em frustrante segundo.
E ele que me baste. Eu me contento
Com o tolo sonho refém de sono leve,
Com um nada de prazer no mundo
E a migalha que me toca de alento.
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