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18/07/2014

Hoje, no encerramento do jornal da Bandnews(SP), o jornalista Ricardo Boechat leu a mensagem de um pequeno empresário de São José dos Pinhais, Paraná. Este pequeno empresário atual na produção de aditivos alimentares para o enriquecimento de rações e outros produtos para animais.
Diante do cipoal de leis e regulamentos e da voracidade da legislação tributária nacional, ele e sua mulher, Engenheira química, estão importando da China os insumos para a fabricação de seus produtos . O custo dos insumos fica 65% mais barato. Sua empresa está importando 25 toneladas e o custo do frete é de 2200 reais(não ficou claro se por tonelada ou pelo total da carga). O frete das mesmas 25 toneladas custam 2600 reais de São Paulo para São José dos pinhais.
A última importação está retida no porto de Santos a 15 dias. Queixou-se, então, com um funcionário do porto e este lhe disse que se dê por satisfeito porque, com sorte, sua importação vai demorar mais 15 dias para ser liberada pela receita federal, órgãos da vigilância sanitária e outros repartições envolvidas no processo. E mais, disse o referido funcionário: outras cargas demoram 90 dias, prorrogáveis por mais 90, até que a burocracia tupiniquim libere a importação.
Pouco tempo atrás, o empresário tentou um empréstimo de 100 mil reais no BNDEs. Três meses já passaram e não há indício de sua liberação.
Finalizando, o empresário paranaense decidiu levar a sua empresa para outro país, tendo em vista as extraordinárias dificuldades impostas pela burocracia dos agentes públicos brasileiros.
A voracidade fiscal brasileira a coloca no topo do ranking mundial há bom tempo. O emaranhado de leis e normas exigem que as empresa mantenham departamento jurídico especializado em legislação tributária ou que pelo menos tenham à disposição um advogado com sólida formação em direito tributário.
Feito isto, a distribuição de seus produtos no país ou no exterior é contida nos gargalos de um infraestrutura de escoamento inexistente ou então nos portos desaparelhados. Esta soma de problemas encarecem nossos produtos para o mercado interno e inviabilizam nossa competitividade no mercado externo.
Resumo da ópera: o estado brasileiro é inimigo do industrial ou de qualquer outro que se meta a produzir, crescer ou pelo menos sobreviver em solo pátrio. Visto por um ângulo mais cínico, poderíamos afirmar que toda a estrutura governamental conspira para inviabilizar a eficiência e a produtividade de nosso parque industrial. 
A "batalha" contra a burocracia é travada há décadas. Recordo-me de Hélio Beltrão que nos anos 70 foi titular do Ministério da Burocracia ou coisa parecida. Tomou providências cosméticas do tipo dispensar reconhecimento de firmas e outras tantas desimportantes diante da necessidade de simplificar efetivamente a vida dos brasileiros. Tais providências tinham o cunho de impactar a opinião pública e render dividendos de imagem para o governo dos generais. 
Resumindo novamente a ópera, agora bufa, o PT está no poder há 11 anos. Já passou da hora um balanço nos governos Lula e Dilma. O resultado desta avaliação é apavorante. Visando a objetividade vamos nos ater ao relato acima que, de resto, é uma realidade que envolve e vitima toda a indústria nacional, paralisando-a; pior, sucateando-a porque em são consciência nenhum empresário tem condição de modernizar a sua empresa, atualizando máquinas, equipamentos e sistemas para diminuir os custos de produção e enfrentar em pé de igualdade os competitivos fornecedores de produtos estrangeiros. 
Um segundo e último exemplo é a Petrobras. Nossa principal empresa, orgulho da indústria nacional, perdeu nos últimos anos mais de 50% de seu valor de mercado, despencando no ranking das maiores empresas do mundo.
Todo este desastre na gestão da economia e dos negócios tem a marca e a chancela da total incompetência dos governos petistas - uma praga equivalente às sete do Egito. A desgraça é maior porque não há um Moisés para erradicá-la após o faraó tomar um simancol, abrir as pernas ou pedir penico rendido à evidência de seu fracasso.

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