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10/09/2015

Viajando
Criticam os que vivem no passado. O que conta é o agora, tudo bem. O futuro é uma incógnita e não merece especulação, tá certo.
Não chego a tanto, mas vira e mexe, volto no tempo.
Pela parte que me toca, gosto de viajar ao passado. De cara, volto à minha infância. Tem coisa melhor para se lembrar? Minha infância me explica e certamente é a base do que eu sou agora. Com você, dever acontecer do mesmo jeito. 
Infância... nada melhor. Nem sexo, comida, sono. Nada. Na maturidade a gente chega a esta conclusão irrefutável. Depois vou pra adolescência. O primeiro amor, a tempestade de hormônios coincidindo com os anos dourados e tudo de bom que me acontecia em uma época e em um país que não existem mais.
Os velhos amigos, a faculdade, o casamento, os filhos pequenos e assim por diante.
Então me deixem. Não me interessa a lógica, o conselho do Dalai Lama para viver somente o agora e muito menos o espaço-tempo. Ou melhor, este interessa, sim. Segundo Einstein, o passado , o presente e o futuro são uma coisa só. Logo, estou em todos eles ao mesmo tempo - só que o passado é tangível e o futuro a Deus pertence. Um dia descobriremos como estar em todos eles ao mesmo tempo. Ou então breve, ainda que transitoriamente, quando abrimos os olhos do outro lado. Óbio que acredito em reencarnação.
O presente tá legal, mas poderia ser melhor. O futuro, não sei. Melhor então o passado que já vivi e que gostei muito de viver.
Deixem-me com as minhas lembranças. Estão em meu cofre. Não esqueci o segredo e tenho a chave guardada a sete chaves.
Dentro dele guardo a minha poupança de emoções.`
Passar bem, fui...

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