Um papo
Acabei de postar um vídeo no qual Francisco, o Bom, visita o bairro de Petralata, em Roma.
Nossas lembranças costumam estabelecer contrapontos e uma situação muitas vezes implica no seu contrário.
Então recordei a minha infância e algumas reportagens do jornal da TV Rio e do Repórter Esso, lá pelos idos de 1957, 58. De vez em quando uma reportagem sobre o Vaticano e sobre Pio XII, naturalmente.
Recordo-me com exatidão da imagem imperial do Papa cercado de Cardeais e de uma segurança que mantinha os pobres mortais a léguas de distância.
Uma das imagens que mais me marcou foi uma saída triunfal de Pio XII carregado num andor, imagino, por membros da Guarda Suiça.
Impassível, fisionomia gélida, Sua Santidade não olhava para os lados, parecia um rígido totem incomodado pelo balançar sobre os pobres mortais.
Pio XII, Deus me perdoe, parecia não gostar de gente. E já que tinha que conviver com a raia miúda, que esta ficasse circunscrita a seus acólitos trajando púrpura e vermelho e, vá lá, por raros gatos pingados de batina preta.
Francisco é o santo oposto. É como um São Francisco de alpercatas que foi retirado da Idade Média por algum aparato diabólico e lançado em nossa era sem aviso prévio.
Triste é que muitos o criticam e dizem que é pura demagogia, marketing e outras tolices.
Deus pode não estar gostando nada disso. Pode ser que Ele tenha encarnado um anjo para dar um sacode na humanidade tecnológica, consumista e pretensiosa, que hoje pretere o Pai e adota a ciência acima de todas as coisas.
Se liga, humanidade. Francisco pode ser um dos últimos Papas. As escrituras podem se realizar através de um resplendor ou tenebrosa com as quatro bestas botando pra quebrar.
Se eu viver para este dia de acerto de contas, quero estar "in pectoris" de Francisco - relacionado entre os seus amigos espirituais, merecedores, talvez, de uma vida definitiva em outro planeta, galáxia, dimensão, ou seja lá onde for.
Nossas lembranças costumam estabelecer contrapontos e uma situação muitas vezes implica no seu contrário.
Então recordei a minha infância e algumas reportagens do jornal da TV Rio e do Repórter Esso, lá pelos idos de 1957, 58. De vez em quando uma reportagem sobre o Vaticano e sobre Pio XII, naturalmente.
Recordo-me com exatidão da imagem imperial do Papa cercado de Cardeais e de uma segurança que mantinha os pobres mortais a léguas de distância.
Uma das imagens que mais me marcou foi uma saída triunfal de Pio XII carregado num andor, imagino, por membros da Guarda Suiça.
Impassível, fisionomia gélida, Sua Santidade não olhava para os lados, parecia um rígido totem incomodado pelo balançar sobre os pobres mortais.
Pio XII, Deus me perdoe, parecia não gostar de gente. E já que tinha que conviver com a raia miúda, que esta ficasse circunscrita a seus acólitos trajando púrpura e vermelho e, vá lá, por raros gatos pingados de batina preta.
Francisco é o santo oposto. É como um São Francisco de alpercatas que foi retirado da Idade Média por algum aparato diabólico e lançado em nossa era sem aviso prévio.
Triste é que muitos o criticam e dizem que é pura demagogia, marketing e outras tolices.
Deus pode não estar gostando nada disso. Pode ser que Ele tenha encarnado um anjo para dar um sacode na humanidade tecnológica, consumista e pretensiosa, que hoje pretere o Pai e adota a ciência acima de todas as coisas.
Se liga, humanidade. Francisco pode ser um dos últimos Papas. As escrituras podem se realizar através de um resplendor ou tenebrosa com as quatro bestas botando pra quebrar.
Se eu viver para este dia de acerto de contas, quero estar "in pectoris" de Francisco - relacionado entre os seus amigos espirituais, merecedores, talvez, de uma vida definitiva em outro planeta, galáxia, dimensão, ou seja lá onde for.
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