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09/03/2015


REVISTAFORUM.COM.BRAssim como o ateu nega a obviedade da criação, alguns intelectuais, artistas e famosos negam a realidade e ficam o pé em sua teimosia. Passam os anos e eles coerentemente mantém o que disseram. Quando o bicho pega, na calada da noite e no escurinho do quarto, o ateu pede penico a Deus e faz a sua oração. No caso, a opinião deste pedante jornalista é pior e tem um componente malvado. Sua posição trás embutida um confronto de classes que não existe. A classe média, que é a massa crítica da nação, deseja que o povo conquiste, sempre, melhores condições de vida. Caso contrário, até por uma questão de senso prático, veríamos reflexos negativos na economia. Qualquer aluno desta ciência aprende, já no primeiro período, que uma demanda reprimida gera estagnação, queda na produção industrial, desemprego, diminuição na arredação de impostos e por aí a fora, criando um círculo vicioso que precipita a recessão. Juca Kfouri sabe muito bem que o panelaço foi contra o caos, a ineficiência e a corrupção do governo petista. Mas como, um dia, alimentou a esperança de que o PT seria a solução para os problemas que assolam o país e que o sonho virou pesadelo, hoje não tem a ombridade de reconhecer que errou. Seu erro de avaliação mexeu com a sua vaidade. Juca Kfouri precisa ser coerente com as escolhas que fez e mantê-las, caso contrário, seria mais um intelectual redondamente equivocado. Intelectuais não se equivocam. As análises furadas são próprias dos amadores e dos palpiteiros de plantão. Não lhe desce pela garganta admitir o fracasso do PT. Assim como ele, Chico Buarque de Holanda e outros insistem em tecer loas ao PT. Além do mais, é chique ser do contra e remar contra a maré.

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