Caetano, meu sobrinho do coração, acabou de chegar em Barbados após cruzar o Atlântico a remo. Ele e os 7 amigos tripulantes do AVALON estão bem e certamente orgulhosos de sua façanha.
Toda a nossa alegria pela proeza dos garotos será certamente ofuscada pelo descaso das TV's abertas. Aposto que nenhuma delas vai cobrir a proeza de Caetano e amigos. Não dedicaram 15 segundos em seus telejornais quando o AVALON zarpou das Ilhas Canárias.
E a questão não é apenas a aventura em si. Caetano e os 7 companheiros abraçaram uma causa digna de todos os elogios, agregando à travessia a campanha para levantar fundos para a pesquisa de medicamentos e processos para a cura do Osteossarcoma (câncer de ossos). Este câncer é um dos mais letais. Alguns segundos no Jornal Nacional bastariam para levantar alguns milhares de reais em patrocínio para a travessia e para a causa.
Se uma dessas celebridades pré-fabricadas alardeasse a travessia da Lagoa Rodrigo de Freitas de pedalinho, certamente a Globo deslocaria um caminhãozão de externas para fazer aquela cobertura ao vivo, em cores e nos conformes do padrão Globo de qualidade. De bate-pronto, e sem deixar a bola cair, sacaria da casa tragicômica um ou dois BBB's, a título de prêmio pela vitória em uma gincana patética. Plim-plim... mais alguns milhões em parceria com as telefônicas tão espertalhonas quanto.
Preciso me mancar. O que esperar de uma grade de programação que contempla Domingão do Faustão, Ratinho, Gugu, BBB, Fazenda não sei das quantas?
Viva a mediocridade ou então a desgraça do cotidiano e os seus generosos espaços na pauta dos horrores.
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