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05/03/2015

ÁTIMO
Um ponto azul flutua a esmo
No breu de uma noite eterna.
Mero lampejo que assim mesmo
Teima em piscar e não se consterna.

Onde viceja a flor e o espinho,
Amor e o ódio cego e visceral,
Indecisão entre os dois caminhos,
Na encruzilhada entre o bem o e mal

O vazio regurgita estrelas colorindo o céu.
Reluzem as joias na tiara deslumbrante
Compondo a noite em reverente véu.

Contemplativo, debruçado na janela,
Vivo a vida por um segundo alucinante
Riscando a noite de uma outra era.

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