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18/08/2016

PRESA
Vou apagar todas as luzes
E acender todas as estrelas.
No escuro onde reluzes,
Já nem preciso vê-las.
O perigo me ronda e nem ligo.
Sigo adiante, temerário.
Não sei bem o que persigo:
Pode ser vida ou calvário.
Inerte, indefeso,hipnotizado.
Este olhar me imobiliza
E me envolve completamente.
A teia foi tecida e conformado
Me aquieto porque não cicatriza
O corte que abri contente.

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