Excelente texto de minha prima querida sobre o tempo em que a vida era risonha e franca, o país ordeiro, religioso e as relações humanas um exercício diário de afeto e camaradagem.

Jm Alvim
rmir -acho mesmo para sermos protegidos dos lendários lobisomens, pois lá ninguém jamais me ensinou a ter medo de gente. Isso eu aprendi anos mais tarde, quando comecei a andar mundo afora. Na minha pequena cidade, onde a maioria das portas ficava aberta. GENTE era coisa muito especial.
Quem chegava em nossas casas, entrava com o coração desarmado, vinha somente dar uma passadinha carinhosa. As costumeiras visitas matinais aconteciam em função da troca de verduras frescas que cada um colhia na sua horta. À tardinha, quem aparecia para aproveitar a fresca, bebia suco natural ou café torrado em casa e moído na hora. Tudo isso sem falar das calorentas noites de verão.... tempo de criança brincar na rua, de cadeiras colocadas na calçada.... Sentadas, nossas mães, em animada prosa compartilhavam os mesmos desejos e preocupações:saúde de todos, boa colheita, bom trabalho,sucesso dos filhos nas provas de final de ano, aprovação no vestibular.
Não adianta, eu absorvi muito tudo isso. Aliás, sou muito grata por ter tatuado em mim tudo de bom que lá aprendi. Fui moldada na simplicidade do querer
bem, da solidariedade incondicional, do respeito sem distinção de raça ou classe social. O querer bem nos isola de exibições e de qualquer tipo de inveja. O querer bem nos faz GENTE, GENTE BOA ... que, para os verdadeiros LOBISOMENS, não passa de GENTE BOBA.
Quem chegava em nossas casas, entrava com o coração desarmado, vinha somente dar uma passadinha carinhosa. As costumeiras visitas matinais aconteciam em função da troca de verduras frescas que cada um colhia na sua horta. À tardinha, quem aparecia para aproveitar a fresca, bebia suco natural ou café torrado em casa e moído na hora. Tudo isso sem falar das calorentas noites de verão.... tempo de criança brincar na rua, de cadeiras colocadas na calçada.... Sentadas, nossas mães, em animada prosa compartilhavam os mesmos desejos e preocupações:saúde de todos, boa colheita, bom trabalho,sucesso dos filhos nas provas de final de ano, aprovação no vestibular.
Não adianta, eu absorvi muito tudo isso. Aliás, sou muito grata por ter tatuado em mim tudo de bom que lá aprendi. Fui moldada na simplicidade do querer
bem, da solidariedade incondicional, do respeito sem distinção de raça ou classe social. O querer bem nos isola de exibições e de qualquer tipo de inveja. O querer bem nos faz GENTE, GENTE BOA ... que, para os verdadeiros LOBISOMENS, não passa de GENTE BOBA.
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