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09/04/2016

FUGA
O burburinho do mundo me incomoda.
Tráfego, comícios, propaganda.
Gente falando alto.
O mundo é barulhento.
Fujo.
Vou para um canto.
Pode ser à beira de um riacho.
À beira de uma estrada de terra.
Sento à beira do caminho.
Subo a serra. Montanhas.
Desde que sejam alterosas.
Procuro um dente-de-leão.
Assopro.
Seus filamentos viajam na brisa
conformados com o destino.
Mar não tenho.
Minas não tem mar.
Minha praia tem ondas verdes
que desaguam além da serra.
Depois volto para o mundo.
Sinto falta do silêncio.
O meu silêncio incomoda.

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