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19/04/2016

Minha opinião
Apesar dos excessos cometidos pelos governo militares, uma eventual vitória dos movimentos de esquerda ensejaria abusos e violências em escala muito maior.
A revolução cubana estava no auge da repressão, bem ali nas barbas dos americanos, e era um símbolo da ousadia comunista exportando a guerrilha para a América Latina através de métodos de infiltração e eliminação de resistência.
Quando Fernando Gabeira abre o jogo e diz a verdade, só um tolo poderia acreditar que os revolucionários tupiniquins adotariam um modus operandi baseado na argumentação e no convencimento. A violência extrema seria o método adotado para eliminar focos de resistência. Em vez dos prováveis 500 ou 600 vítimas da ditadura militar, hoje a história teria o registro de milhares e milhares de brasileiros mortos por não terem aceitado a nova ordem.
Vide o exemplo do Sandero Luminoso, no Peru, e das FARC, na Colômbia: mais de 60.000 compatriotas sumariamente executados. Estes movimentos guerrilheiros tiveram como modelo a revolução Cubana - a primeira revolução comunista bem sucedida nas Américas.
Outro detalhe convenientemente esquecido pelos críticos tendenciosos é que a desordem chegou a ponto de comprometer seriamente a hierarquia nas forças armadas, culminando com a revolta de marinheiros, cabos e sargentos da marinha, liderada pelo cabo Anselmo.O quadro era de caos. E quando a desordem atinge as forças armadas, o que resta para conter as hordas - sejam elas de qualquer natureza ou tendência?
Em resumo, do males o menor, e, neste caso, antes a ditadura militar da época, com todos os desdobramentos negativos subsequente, do que a vitória de uma ditadura comunista à qual estaríamos até hoje submetidos, debaixo de um tacão implacável.




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