Lamentável que mesmo diante do esfacelamento do país, da economia em frangalhos e da crise das instituições, este ancião a que tanto admirei, por teimosia, pedantismo esquerdista ou seja lá o que for, ainda tenha o desplante de assinar manifesto em defesa do indefensável. Se as coisas não mudarem a curto prazo, breve o Brasil será uma Cuba, Coréia do Norte ou outro país onde as experiências da esquerda são sinônimos retumbantes de fracasso. Se eu tivesse a oportunidade de confrontá-lo, certamente teria como resposta a indiferença ou um olhar de piedade. Do alto de sua fama (justificável) e de sua certeza ideológica, não se dignaria a me conceder um tostão de sua soberba sapiência. A grande ironia é que Francisco Buarque de Holanda tornou-se um fundamentalista - logo ele, um intelectual. A dialética do Chico só se justifica quando o oponente está a sua altura e condicionada, claro, ao silêncio ou à rendição do interlocutor. Neste caso a dialética é apenas uma contradição perambulando, patética, pelos verbetes dos dicionários e pelos manuais de filosofia.

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