PITACO
Nada contra João Doria. De fato, tenho alguma simpatia por ele.
Entretanto, uma coisa me incomoda: seu marketing exagerado, proclamando aos quatros ventos suas ações de governo ou o cumprimento de metas de campanha - sejam elas realmente relevantes ou, digamos, nem tanto assim.
João já se fantasiou de gari, varreu um metro quadrado de avenida, fez e aconteceu. Hoje convocou a imprensa para escancarar a entrega do seu salário de prefeito a uma instituição de caridade.
Tudo conforme o prometido. Bonito. Muito bonito.
Acontece que já filmes parecidos antes e o final não foi nada feliz. Temo que vírus político, o gosto pelo poder e a vaidade lhe subam a cabeça e, de uma hora para a outra, o senhor caia na vala comum dos demagogos compromissados, como de hábito, mais com os seus interesses e menos, muito menos, com os dos cidadãos.
Como bom mineiro, vou ficar espiando, porque o sujeito que hoje é prefeito de São Paulo, amanhã pode ser governador e depois Presidente da República. Então é da minha conta e do meu interesse acompanhar a trajetória de João Doria. Por isso me preocupa a sua tendência de aparecer mais do que rainha de bateria.
Factoides combinam com um prefeito de cidadezinha perdida no mapa, ansioso por notoriedade e espaço político, jamais com o comandante da terceira cidade do planeta.
Não se preocupe com o noticiário de sua gestão. Se o senhor soltar um pum mau calculado e der merda, no dia seguinte o Brasil inteiro sente o mau cheiro.
Se eu fosse o seu assessor de comunicação lhe diria: "menas, prefeito". Anunciar o fechamento de secretarias é uma coisa. Outra é sair por aí pilotando buzão, limpando muros pichados ou descarregando caminhão em hortifrútis da Ceagesp.
O povo vem tomando Simancol, está com as barbas de molho e de olho nas aparições midiáticas e oportunistas.
Caso o senhor faça um bom governo - e estimo que seja muito bem sucedido -, estes exageros propagandistas serão perdoados. Caso contrário, o senhor poderá ter o destino de seu antecessor estacionado no limbo político, ou pior: Vossa Excelência entrará para o anedotário como o prefeito-gari que acabou varrido da história paulistana.
Entretanto, uma coisa me incomoda: seu marketing exagerado, proclamando aos quatros ventos suas ações de governo ou o cumprimento de metas de campanha - sejam elas realmente relevantes ou, digamos, nem tanto assim.
João já se fantasiou de gari, varreu um metro quadrado de avenida, fez e aconteceu. Hoje convocou a imprensa para escancarar a entrega do seu salário de prefeito a uma instituição de caridade.
Tudo conforme o prometido. Bonito. Muito bonito.
Acontece que já filmes parecidos antes e o final não foi nada feliz. Temo que vírus político, o gosto pelo poder e a vaidade lhe subam a cabeça e, de uma hora para a outra, o senhor caia na vala comum dos demagogos compromissados, como de hábito, mais com os seus interesses e menos, muito menos, com os dos cidadãos.
Como bom mineiro, vou ficar espiando, porque o sujeito que hoje é prefeito de São Paulo, amanhã pode ser governador e depois Presidente da República. Então é da minha conta e do meu interesse acompanhar a trajetória de João Doria. Por isso me preocupa a sua tendência de aparecer mais do que rainha de bateria.
Factoides combinam com um prefeito de cidadezinha perdida no mapa, ansioso por notoriedade e espaço político, jamais com o comandante da terceira cidade do planeta.
Não se preocupe com o noticiário de sua gestão. Se o senhor soltar um pum mau calculado e der merda, no dia seguinte o Brasil inteiro sente o mau cheiro.
Se eu fosse o seu assessor de comunicação lhe diria: "menas, prefeito". Anunciar o fechamento de secretarias é uma coisa. Outra é sair por aí pilotando buzão, limpando muros pichados ou descarregando caminhão em hortifrútis da Ceagesp.
O povo vem tomando Simancol, está com as barbas de molho e de olho nas aparições midiáticas e oportunistas.
Caso o senhor faça um bom governo - e estimo que seja muito bem sucedido -, estes exageros propagandistas serão perdoados. Caso contrário, o senhor poderá ter o destino de seu antecessor estacionado no limbo político, ou pior: Vossa Excelência entrará para o anedotário como o prefeito-gari que acabou varrido da história paulistana.
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