01/03/2016
Os privilégios criminosos dos políticos brasileiros excedem aos da corte de Luiz XVI. A única diferença era o absolutismo secular institucionalizando a imensa distância entre a nobreza, o clero e o povo. Eram as regra do jogo e pouco restava senão aceitá-las. Ainda assim, quando os excessos ultrapassaram todos os limites, veio a revolução e as cabeças rolando em tal quantidade que foi necessário criar canaletas da guilhotina ao Sena, de modo a dar vazão a tanto sangue. Os tempos são outros, mas mesmo assim não convém a nossos "representantes" abusarem da sorte. Nossa passividade e acomodação estão sendo testados no limite. Somos um vulcão adormecido. A qualquer momento podemos explodir. Acredito que este dia cataclísmico está por acontecer. Vai acontecer. Em vez da lava o sangue derramado e a turba ensandecida vingando-se após anos e anos de espoliação. Absurdo? O tempo dirá. Improvável porque são outros os tempos? Vide a guerra que dilacerou a Iugoslávia, o estado islâmico, a guerra da Síria. Em pleno século XXI, as barbáries ultrapassam o flagelo perpetrado por Átila e outros carniceiros ao longo da história. Sem falar na Alemanha nazista, que em pleno século XX foi responsável por 60 milhões de mortos. As luzes do conhecimento não abrandaram o instinto selvagem do homem. Continuamos tão bárbaros quanto nossos ancestrais. A bem da verdade, somos muitos piores porque não temos a desculpa do atraso cultural que de certa forma explica a selvageria na antiguidade e na idade média. Encarro com tristeza que a violência é inerente ao homem e que estamos muito longe de um comportamento civilizado. Nossos deploráveis políticos precisam de aulas de reforço de história. Estão seguros de que nada vai mudar. Acreditam que podem nos esbofetear todos os dias. Creem que somos inertes, conformados, omissos. Até hoje admito que têm razão. Estamos dando a outra face a cada dia que passa. Estão enganados. Somos uma panela de pressão com a válvula de segurança entupida por falta de limpeza. Eles não se dão mais ao trabalho de conservá-la limpa. Acham que a panela é muito forte e que aguenta além do limite de sua capacidade. Acreditam ainda que a válvula é o futebol, o carnaval e outras folguedos. Limpar para quê, se o vapor é aditivado com distrações auto-limpantes? Pão (bolsas isto e aquilo) e circo. Acontece que o pão começa a falta devorado pelo dragão da inflação e o circo já não é mais aquele. Nossos gladiadores são humilhados pelos germânicos e por outras tribos antes sem a menor chance nas arenas. Parafraseando Cícero, até quando, políticos, abusareis de nossa paciência? A qualquer momento, ouvireis o brado da ruas. Delenda Brasília.
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