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12/04/2016

CORDEL DO MERCADINHO QUE DE MERCADINHO NÃO TINHA NADA. SEU NEGÓCIO ERA COMPRA E VENDA DE SENADOR E DEPUTADO.
As falcutruas de uma fulana que abriu um mercadinho pra comprar políticos e as peripécias do seu gerente pinguço.
Dona Dilma abriu um mercado
que não tinha nada pra vender.
No balcão sujo, um tipo zangado
sempre com a barba por fazer.
A bem da verdade, sempre ausente,
o tal gerente nenhuma falta fazia.
Vivia em hotel bacana, em suite de frente
atendendo a uma seleta freguesia.
O mercadinho era apenas fachada
para uma perigosa facção criminosa
envolvida com droga pesada
e com gente muito perigosa.
Altas horas, no hall de hotel de bacana
começava a grande movimentação.
Entra um bandido, sai um sacana
pisando macio pra não chamar a atenção.
Pra surpresa e espanto da recepção
o entra e sai era só de autoridade.
Aí tem coisa e se tenho razão
boa coisa não é pela rotatividade.
À boca pequena, o porteiro Raimundo
me deu o serviço e contou a mutreta:
com bafo de pinga um tipo imundo
entra e sai toda hora com mala preta.
Liguei pra PF o dia inteiro
dizendo que rolava safadeza.
Pelo visto isso ai é puteiro
respondeu o agente com presteza.
Eu disse que não, só tem figurão
e algumas mulheres elegantes.
Manda logo um comboio de camburão
pra uma batida como nunca se viu antes.
Não é assim que a banda toca, cidadão.
Tem um protocolo e procedimentos.
Só com mandado de busca e apreensão
dá pra grampear os mal-elementos.
Valei-me padim padi ciço,
valei-me Nossa Senhora.
Já que entrei no rebuliço
não hei de sair agora.
O mercadinho bombava
prejudicando a nação.
Cada hora que passava
ia pro ralo um milhão
Foi então que me dei conta
que a minha investigação
era miúda, de pouca monta
e que eu não era um sabichão.
Todo mundo já sabia do mercado
que a dona Dilma inaugurou.
Comprando político no atacado,
o varejo foi moleza e ela já cooptou.
A última esperança que resta
está no simpático Paraná
onde a justiça ainda presta
e melhor no país não há.
Terra de um juiz porreta e recatado
que não livra a cara de ninguém.
Seja pobre ou um cabra endinheirado,
tenha milhão ou vintém.
Lugar de meliante é na cadeia
seja doutor ou delegado.
Pisou na bola ele grampeia
e o réu tá condenado.
Sérgio Moro é o seu nome,
seu sobrenome é justiça.
Ponha a boca no trombone
que vai começar a liça.
Ele agora está de olho
no gerente do mercado,
sujeito vil, um restolho
que tem parte com o diabo.
Mais dia menos dia o plenário
vai à comerciante defenestrar
e no sistema penitenciário
o seu gerente vai morar.
Dilma deu caò em deputado otário
e disse que ia pagar no dinheiro.
Dou o tombo no senador salafrário
que quer morar no estrangeiro.
Fica vivo deputado e senador,
o buraco agora é mais embaixo.
O povo vai passar feito um trator
por cima de quem lhe deixou por baixo.
Vá vender o seu mandato
na puta que os pariu.
Chega de carrapato
e de sanguessuga vil.
O mercadinho quebrou
e tem falência decretada.
Quem mamou, mamou,
a vaca está interditada.
Nas tetas da pátria amada
esta corja não mama mais.
Seja nos pampas, na chapada
ou nas montanhas das gerais.
Só falta esperar o dia
do novo feriado nacional.
Lula em cana e a anta vadia
jogada num banhado do pantanal.
Vou botar roupa de domingo
e sapato de cromo alemão.
Desta vez eu me vingo
e jogo fora a chave da prisão.
Vamos pra pracinha comemorar
a redenção do Brasil.
Não tem hora pra festa acabar,
festa assim nunca se viu.
Aqui termino o cordel
que vai dar o que falar.
O Brasil não é bordel
pra político vadiar.
Põe a tua mãe na zona
pra tua véia explorar.
Congresso não é puteiro,
muito menos randez-vous.
Aproveitem o salseiro,
vazem pro estrangeiro
antes que o povo justiceiro
os mande tomar no c...

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