Viajando
Pensando aqui com os meus botões: a internet é uma maravilha. Um enter e a sua mensagem já chegou. Um enter de lá, idem.
É como se o mundo fosse uma rua e todo mundo fosse vizinho. Bom demais.
Ainda assim, vira e mexe tenho saudade de uma carta. A expectativa era proporcional ao remetente. Carta de namorada(o) era de roer as unhas na janela, de olho no carteiro e em seus horários.
Depois era buscar um canto e longe de todos saborear cada palavra como se cada uma fosse um quindim.
A tecnologia é um barato. Mas por mais que nos surpreenda e a cada dia facilite a nossa vida, jamais terá o encantamento de uma carta.
Os tempos são outros e o carteiro deixou de ser o mensageiro de nossas melhores expectativas. Agora somente cartas de banco, contas de água e luz, telefone, internet, tv a cabo. De vez em quando um sedex e alguma emoção com a encomenda esperada, um presente recebido, uma e outra surpresa muito bem embalada. Muito pouco para quem estava acostumado com envelopes perfumados, sonhos e emoções.
Os carteiros perderam o charme. Não têm mais nome. Antonio, Pedro ou joão, todos eram íntimos e não raro eram convidados para um cafezinho, um lanche rápido ou um dedo de prosa.
Fazer o quê?
Alguém mande uma carta pra mim. Não precisa se identificar.
Se uma só chegar, não vou mais dormir direito. A vida pode me tirar tudo, menos a capacidade de sonhar acordado.
Moro em apartamento e as janelas são laterais. Todavia, entretanto e contudo, meu coração é um sobradão de frente pra rua.
O cachorro é manso, mister Postman. Podem entrar sem susto e me entregar a carta em mãos.
É como se o mundo fosse uma rua e todo mundo fosse vizinho. Bom demais.
Ainda assim, vira e mexe tenho saudade de uma carta. A expectativa era proporcional ao remetente. Carta de namorada(o) era de roer as unhas na janela, de olho no carteiro e em seus horários.
Depois era buscar um canto e longe de todos saborear cada palavra como se cada uma fosse um quindim.
A tecnologia é um barato. Mas por mais que nos surpreenda e a cada dia facilite a nossa vida, jamais terá o encantamento de uma carta.
Os tempos são outros e o carteiro deixou de ser o mensageiro de nossas melhores expectativas. Agora somente cartas de banco, contas de água e luz, telefone, internet, tv a cabo. De vez em quando um sedex e alguma emoção com a encomenda esperada, um presente recebido, uma e outra surpresa muito bem embalada. Muito pouco para quem estava acostumado com envelopes perfumados, sonhos e emoções.
Os carteiros perderam o charme. Não têm mais nome. Antonio, Pedro ou joão, todos eram íntimos e não raro eram convidados para um cafezinho, um lanche rápido ou um dedo de prosa.
Fazer o quê?
Alguém mande uma carta pra mim. Não precisa se identificar.
Se uma só chegar, não vou mais dormir direito. A vida pode me tirar tudo, menos a capacidade de sonhar acordado.
Moro em apartamento e as janelas são laterais. Todavia, entretanto e contudo, meu coração é um sobradão de frente pra rua.
O cachorro é manso, mister Postman. Podem entrar sem susto e me entregar a carta em mãos.
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