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21/06/2014

NAVEGANTE
Cansei... o teu repúdio venceu.
Vou sair pelo mundo, viajar a esmo.
Sem bagagem, fé, credo, ateu,
Incréu de Deus e de mim mesmo.
Por mares sem portos e abrigo,
Indiferente à sorte, ao rumo, à deriva,
Embarcada sorte que afronta o perigo
Que a nada teme ou se esquiva.
Do alto da vigia nada além do mar.
Nem um galho, ave ou sombra da costa.
Só o plano e pleno vazio de oceanos.
Então é contar as horas e rezar
A prece rogada sem resposta
À deusa indiferente aos meus enganos.

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