CARÊNCIA
Algo me falta...nada tem graça.
Procuro, par a passo, e o chão me foge.
O vazio é a própria inconsistência.
Flutuo como um dente-de-leão
sem brisa e sem sentido.
Procuro, par a passo, e o chão me foge.
O vazio é a própria inconsistência.
Flutuo como um dente-de-leão
sem brisa e sem sentido.
Como se sentido houvesse
em viver perdido de você.
em viver perdido de você.
Algo me falta e não é pouco.
E sendo tanta a tua falta
eu viajo no mundo das sombras
qual espectro fadado ao etéreo.
Não é meu o teu abraço.
Não é teu o meu cansaço.
E sendo tanta a tua falta
eu viajo no mundo das sombras
qual espectro fadado ao etéreo.
Não é meu o teu abraço.
Não é teu o meu cansaço.
Como se sentido houvesse
em viver perdido de você.
em viver perdido de você.
E por mais que a vida me ofereça
as ilusões da posse,
me pergunto onde e quando
vou reter o que interessa.
Nem que seja o vislumbre
de uma fresta de luz
vazando da porta entreaberta
do teu olhar em festa.
as ilusões da posse,
me pergunto onde e quando
vou reter o que interessa.
Nem que seja o vislumbre
de uma fresta de luz
vazando da porta entreaberta
do teu olhar em festa.
Como se sentido houvesse
em viver perdido de você.
em viver perdido de você.
Entre o medo e a aventura
eu derivo à beira do abismo.
E nos mares nunca dantes
navegados eu viajo pelo mundo
procurando um porto, uma enseada
que me abrigue de mim mesmo.
eu derivo à beira do abismo.
E nos mares nunca dantes
navegados eu viajo pelo mundo
procurando um porto, uma enseada
que me abrigue de mim mesmo.
Como se sentido houvesse
em viver perdido de você.
em viver perdido de você.
Então me deixe quieto no meu canto.
Se esqueça de mim e me redima.
Porque no silêncio de meu quarto
ao menos posso delirar na parede
os meus delírios mais insanos,
colorir os meus enganos
com as cores dos meus planos:
mirabolantes fantasias,
tristes alegorias,
cores desmaiadas,
aquarela suave
cinza, azul e rosa.
Sem moldura para disfarçar
a mediocridade do fracasso.
Se esqueça de mim e me redima.
Porque no silêncio de meu quarto
ao menos posso delirar na parede
os meus delírios mais insanos,
colorir os meus enganos
com as cores dos meus planos:
mirabolantes fantasias,
tristes alegorias,
cores desmaiadas,
aquarela suave
cinza, azul e rosa.
Sem moldura para disfarçar
a mediocridade do fracasso.
Mas toda esta desolação
tem a força da maré.
Quando a lua mudar
vou me banhar de desejo.
Vou abrir uma clareira,
acender o fogo
e entoar o canto.
tem a força da maré.
Quando a lua mudar
vou me banhar de desejo.
Vou abrir uma clareira,
acender o fogo
e entoar o canto.
Um druida encantado
vai jogar as runas.
As pedras combinadas
ao lado da fogueira
me dirão das fêmeas
e dos prazeres proibidos.
Será outra a mulher
no altar das minhas oferendas
a se abrir em flor.
Seu perfume sem pudores
me ungirá de gozo e vida.
Os deuses me acolherão.
Uma vaga lembrança de ti
vai se apagar.
Quando o último lenho arder
e a última brasa se apagar
estará extinto o amor
que ti ofereci noite após noite,
nas orgias do meu abandono.
vai jogar as runas.
As pedras combinadas
ao lado da fogueira
me dirão das fêmeas
e dos prazeres proibidos.
Será outra a mulher
no altar das minhas oferendas
a se abrir em flor.
Seu perfume sem pudores
me ungirá de gozo e vida.
Os deuses me acolherão.
Uma vaga lembrança de ti
vai se apagar.
Quando o último lenho arder
e a última brasa se apagar
estará extinto o amor
que ti ofereci noite após noite,
nas orgias do meu abandono.
Porque há sentido
em viver além de você.
em viver além de você.
Nenhum comentário:
Postar um comentário